Energia Solar no Brasil

Publicado em 31/05/2017 às 11h41

 

IPTU Verde: Sistemas Fotovoltaicos Também Já Participam do Benefício

IPTU Verde: Sistemas Fotovoltaicos Também Já Participam do Benefício
 
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A adoção de práticas e soluções sustentáveis pela população é um assunto cada vez mais em pauta para governos de todos os países, visto a urgente necessidade de preservação ambiental. No Brasil, várias cidades seguem esse caminho e oferecem o chamado IPTU Verde.

A tecnologia solar fotovoltaica, que vem ganhando maior espaço nas casas e empresas dos consumidores brasileiros, também já faz parte da lista de soluções que são incentivadas por esse benefício em algumas cidades do país, o que acaba sendo um ganho duplo para o consumidor que já está economizando na conta de energia.

O que é IPTU Verde?

O IPTU Verde é o desconto percentual dado ao consumidor sobre o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), na medida em que esse adota e faz uso de medidas e soluções sustentáveis em sua propriedade, visando a preservação, proteção ou recuperação do meio ambiente.

O desconto é gradativo e acumulativo, sendo que para cada medida é concedido um determinado porcentual de desconto e, quanto mais dessas soluções são utilizadas pelo consumidor, mais desconto ele pode obter sobre o imposto.

Para cada medida é dado um valor de desconto percentual, com base na relevância da ação para a cidade e sua carência (arborização, controle da poluição, geração de energia, entre outros) e no investimento feito pelo contribuinte em cada uma dessas medidas.

Dessa forma, consumidores de alguns municípios podem obter até 100% de abono sobre o imposto. Entre as soluções e práticas incentivadas pelas cidades na concessão do IPTU Verde, estão:

  • – Sistema de Captação e utilização da água da chuva;
  • – Sistema de reuso de água;
  • – Sistema de aquecimento hidráulico / elétrico solar;
  • –  Sistema Solar Fotovoltaico;
  • – Sistema de aproveitamento energético solar;
  • – Construções com material sustentável;
  • – Separação e encaminhamento de resíduos sólidos inorgânicos para reciclagem;
  • – Plantios de mudas (espécies arbóreas nativas);
  • – Disposição de áreas verdes de acordo com a extensão total do imóvel;
  • – Sistema para manutenção de áreas permeáveis;
  • – Permitir recarga do lençol freático;
  • – Construção de calçadas ecológicas;
  • – Arborização no calçamento;
  • – Instalação de telhado verde;
  • – Sistema de utilização de energia eólica.
  • – Material sustentável para obras de construção
  • – Lâmpadas de LED

Por se tratar de um benefício concedido sobre um imposto municipal, a lei que lhe aplica e suas especificações ficam sob decisão das prefeituras de cada um deles.

Por esse motivo, para saber exatamente quais soluções são incentivadas na sua cidade e o percentual de desconto concedido para cada uma delas, o ideal é verificar junto a Secretaria de Meio Ambiente do seu município.

 Cidades que adotam o IPTU Verde

Atualmente, existe uma carência por um banco de dados que centralize as cidades participantes do IPTU Verde e as respectivas especificações de suas leis, portanto, cabe aos consumidores verificar junto ao órgão de seu município para incidência ou não do desconto.

Quanto ao processo de solicitação do benefício, este também fica especificado junto a lei do município, porém, de forma geral, o consumidor interessado deve dar entrada com o pedido junto ao órgão responsável, o qual irá analisar a solicitação e dar ou não o aval para incidência do IPTU Verde.

Abaixo, listamos alguns dos principais municípios que concedem o IPTU Verde aos seus moradores, em ordem decrescente do total porcentual de desconto disponibilizado:

  • Tietê -SP, concede até 100% de desconto através da Lei nº 3087/2009 – Autoriza o Poder Executivo a instituir o projeto de preservação ambiental no município de Tietê “ IPTU Verde ”, conceder redução do IPTU na forma que especifica e dá outras providências.
  • Campos do Jordão – SP, concede até 90% de desconto através da Lei nº 3157/2008 – Dispõe sobre desconto no IPTU referente a imóveis com área verde preservada.
  • Colatina – ES, concede até 50% de desconto através da Lei 4537/1999 – Fica denominado “Manto Verde” o presente projeto de lei que visa autorizar descontar 50% (cinquenta por cento) no IPTU dos proprietários de terrenos urbanos com declividade igual ou superior a 40% (quarenta por cento) que promoverem reflorestamento.
  • Araraquara – SP, concede até 40% de desconto através da Lei nº 7152/2009 – Concede isenção de imposto predial e territorial urbano para propriedades que conservarem área arborizada – IPTU Verde.
  • Goiânia – GO, concede até 27% de desconto através da Lei Complementar nº 235/2012 – Institui o Programa IPTU Verde no município de Goiânia.
  • Americana – SP, concede até 20% de desconto através da Lei nº 4448/2007 – Autoriza o Poder Executivo a conceder redução do IPTU a imóveis dotados de áreas verdes descobertas com solo permeável, na forma que especifica, e dá outras providências.
  • Seropédica – RJ, concede até 15% de desconto através da Lei nº 526/2014 – Dispõe sobre a criação do programa de incentivos ambientais intitulado “IPTU Verde”.
  • Camboriú – SC, concede até 12% de desconto através da Lei nº 2544/2013 – Institui o programa de incentivo e desconto, denominado “IPTU Verde” no âmbito do município de Camboriú e dá outras providências.
  • Barretos – SP, concede até 10% de desconto através da Lei Complementar nº 122/2009– Dispõe sobre o desconto de 10% (dez por cento) no imposto predial e territorial urbano – IPTU, ao contribuinte que fizer adesão ao programa “Município Verde”.
  • Ipatinga – MG, concede até 8% de desconto através da Lei nº 2646/2009 – Cria o programa IPTU Verde e autoriza a concessão de desconto no imposto predial e territorial urbano – IPTU como incentivo ao uso de tecnologias ambientais sustentáveis.

IPTU Verde e os Sistemas de Energia Solar Fotovoltaicos

A instalação de painéis solares para a geração da própria energia elétrica é uma prática adota por um número cada vez maior de consumidores brasileiros, que buscam nessa tecnologia uma forma de escapar das altas tarifas cobradas pelas distribuidoras.

Os módulos fotovoltaicos instalados nos telhados das casas captam a luz do sol e a convertem em energia elétrica através do processo chamado efeito fotovoltaico, energia essa que é convertida de corrente contínua para corrente alternada pelo inversor e então usada para alimentar todos os equipamentos elétricos do estabelecimento.

Dessa forma, o consumidor com um sistema instalado em sua casa tem toda a sua energia gerada de forma totalmente limpa, promovendo assim a sustentabilidade ao meio ambiente.

Essa é a razão pela qual a implantação de sistemas fotovoltaicos também começa a fazer parte da lista de soluções contempladas pelas leis de implantação do IPTU Verde em alguns municípios. Dentre as cidades listadas acima, por exemplo, Seropédica no Rio de Janeiro concede 4% de desconto para quem faz uso da solar.

Por ser uma tecnologia que ganhou destaque no país apenas recentemente, muitas dessas leis, que já estão em vigor há anos, ainda seguem desatualizadas e não contemplam a solar fotovoltaica, porém, visto se tratar de uma tecnologia de alto ganho em sustentabilidade, naturalmente ela deverá ser incluída em futuras atualizações.

 

Energia Solar no Brasil: Um panorama para [Você] entender tudo

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Como parte de uma série de artigos sobre o empreendedorismo em energia solar no Brasil, apresentamos neste texto as principais vantagens e desvantagens que o consumidor brasileiro obtêm ao adquirir um sistema fotovoltaico. 

Neste artigo, escrito pelo sócio diretor da Blue Sol, Luis Colaferro, apresentam-se as informações e dados que comprovam a viabilidade dos sistemas, além de casos de sucesso de clientes que já geram sua própria energia limpa. Boa leitura!

Energia Solar no Brasil: o atual estado da energia fotovoltaica e suas principais vantagens

A Principal Vantagem da Energia Solar Fotovoltaica

Energia Solar Residencial

O benefício da economia e redução de (possivelmente) quase todo o custo nas contas de energia elétrica é certamente a principal vantagem para todos os consumidores que adquirem um sistema de energia solar conectado à rede.

Os sistemas residenciais, hoje em dia, oferecem um retorno financeiro sob seu investimento muitas vezes acima de investimentos comuns na vida do brasileiro, como fundos de renda fixa, tesouro direto, e caderneta de poupança.


Com o custo crescente nas tarifas de energia e a queda de custo nos sistemas de energia solar no Brasil, o investimento para aquisição de um sistema residencial, por exemplo, se paga em média entre 4 a 6 anos, e dá ao seu proprietário uma economia durante cerca de 25 anos (pelo menos), sendo que essa economia pode durar por mais tempo – dependendo da vida útil do sistema.

Uma outra vantagem econômica tangível para o proprietário de um sistema solar fotovoltaico residencial, ou até mesmo comercial, é a valorização do imóvel de forma imediata após a instalação. Ou seja, a energia solar no Brasil, e no mundo, acaba influenciando na valorização dos imóveis

Uma vez que o sistema esteja instalado e funcionando, isso representa um valor adicional no imóvel, materializado pelo fato de que qualquer morador ou inquilino, mesmo que seja um locatário, poderá usufruir dos benefícios econômicos do sistema.

 

 

Existe uma pesquisa no jornal The New York Times que revela que um sistema residencial médio eleva o valor do imóvel em cerca de US$15.000 nos EUA. Essa valorização é próxima ou até mesmo superior ao valor de compra do sistema.

No caso, o sistema médio teria potência de 3,6kWp e para efeitos de comparação, o mesmo custa no Brasil algo em torno de R$29 mil reais.

Porque é Perigoso Comprar o Seu Gerador Solar de uma “Empresa Aventureira”? Ou, Quais os 4 Erros Mais Comuns Na Hora de Escolher a Empresa de Energia Solar 

Pra finalizar, vamos resumir como é possível “pagar metade” (e receber um terço) em um projeto de energia solar residencial.

Erro #1: Equipamentos e Componentes 

Se você selecionar uma empresa integradora de energia solar fotovoltaica “nova no mercado”, que não tenha suporte ou parceria concreta com uma empresa já conceituada, e que pratica preços muito abaixo do padrão de mercado, muito provavelmente receberá componentes mais baratos, advindos de fornecedores duvidosos e até com garantia menor que o padrão estabelecido no mercado.

Erro #2: Mão de Obra

A mão de obra de instalação, se também for de baixo custo, muito provavelmente será de pessoas sem qualificação, e até mesmo sem capacitação.

Essas pessoas dificilmente farão um trabalho tecnicamente aceitável, podendo deixar o imóvel em situação muito ruim, além da instalação do projeto de energia solar residencial em si que, muito provavelmente, deverá ser revista.

Erro #3: Garantias

Cobrar preços abaixo do custo significa que a empresa não está obtendo lucro, e isso é indício de que essa empresa pode não durar muito.

Assim, é provável que ela vá deixar o cliente com uma pilha de componentes de baixa qualidade, cujas garantias ninguém garante, pondo em risco tanto o gerador solar fotovoltaico quanto o próprio imóvel, dados os risco de incêndio provocados por uma instalação elétrica deficiente.

Se o cliente “fica na mão”, no caso de algum problema ou defeito em seu gerador solar, terá que contratar uma empresa idônea, que dificilmente vai aceitar trabalhar com equipamentos de baixa qualidade e uma instalação mal feita, sob o risco de assumir a responsabilidade técnica de uma bomba relógio.

Essas empresas muito provavelmente se oferecerão para fazer um novo projeto de energia solar residencial, com todos os custos reais e, ainda, o custo extra de desfazer o projeto residencial de energia solar fotovoltaicas que foi mal feito. É aí que o cliente paga em dobro.

Erro #4: Projeto Incompleto

Se, ainda, o gerador de energia solar fotovoltaica foi feito “pela metade”, sem a documentação do projeto residencial, será necessário fazer toda essa documentação, o que é mais trabalhoso do que fazer no início do projeto.

Uma empresa idônea dificilmente aceitará se envolver tecnicamente com algo perigoso, que foi feito anteriormente de forma totalmente antiprofissional; somente aceitará se a obra foi feita de forma correta, o que significa que o preço original pode não ter sido tão baixo, mas teve somente a diferença dos custos de engenharia e instalação.

Isso é especialmente comum em casos em que um cliente “entendido” adquire diretamente os componentes, contrata bons instaladores eletricistas para fazer a obra e, depois, “corre atrás” de quem possa fazer a parte de engenharia.

Embora seja uma ação temerária, nos dias de hoje, muito provavelmente isso se torne algo corriqueiro e não perigoso em alguns anos, quando as empresas se especializarem em apenas um dos aspectos do trabalho completo que fazem (projeto, fornecimento de equipamentos e instalação), e tivermos distribuição no varejo de produtos com qualidade certificada e a bons preços, com garantias asseguradas por fábricas brasileiras, com grandes centros de distribuição espalhados pelo país. Fazer isso hoje em dia é pedir pra tomar prejuízo.

Projeto de Energia Solar Residencial: Equipe de Instalação
Uma equipe de instalação bem preparada é garantia de uma instalação bem feita

Quanto Custa Realmente um Projeto de Energia Solar Residencial?

Embora cada projeto de energia solar residencial seja único, sendo necessário um estudo exclusivo dos fatores locais e de consumo para se chegar ao seu custo final, ainda assim é possível calcularmos uma estimativa dos valores médios.

Abaixo, estipulamos o valor médio para cada tipo de consumo residencial; pequeno, médio e grande, com base no consumo de equipamentos eletrônicos básicos, como geladeira, máquina de lavar e aparelhos de ar-condicionado.

Nível de Consumo Pequeno Médio Grande
Potência do Sistema 2 kWp 4 kWp 8 kWp
Faixa do consumo mensal 250 a 350 kWh/Mês 550 a 660 kWh/Mês 1000 a 1100 kWh/Mês
Preço médio R$15.620,00 R$26.080,00 R$46,400

Os valores acima foram calculados com base no custo médio nacional do watt de energia solar, computados em junho de 2017 pela empresa de pesquisa Greener e divulgados em seu relatório “Análise do Mercado Fotovoltaico de Geração Distribuída – 2º Semestre de 2017”.

Retorno do Investimento em Energia Solar: 5 Variáveis Essenciais Que Você Deve Saber

Retorno do Investimento em energia solar
 
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Uma das principais dúvidas de nossos clientes é se o investimento em energia solar faz sentido, se a conta “fecha”, ou seja, se o retorno do investimento em energia solar é atrativo.

Faz sentido investir em energia solar? A resposta para essa pergunta pode ser dada de forma simples: sim, para a maioria dos clientes de energia elétrica no Brasil, a energia solar fotovoltaica é altamente viável financeiramente!

Nesse artigo, enumero as 5 principais variáveis que afetam o retorno financeiro sobre o investimento em energia solar. Abordamos valores reais para mostrar o quanto vale a pena investir em um sistema fotovoltaico. 

#1 – A Tarifa de Energia

A tarifa de energia é a variável mais importante quando se trata de analisar o retorno do investimento em energia solar fotovoltaica.

Fato é que, quanto maior a tarifa, mais viável financeiramente é a instalação de energia solar, pois a energia que você produz se traduz em uma economia financeira maior.

Tarifas de energia são medidas em R$/kWh, e variam conforme:

– A Distribuidora de Energia Local;

– O Tipo De Cliente (Grupo A ou B e suas variações);

– A Bandeira Tarifária vigente no período de apuração (que discutiremos mais à frente).

Se você é um cliente do Grupo B, no qual se enquadram os consumidores de energia em Baixa Tensão, com certeza sua tarifa é bastante alta e você tende a possuir maior viabilidade financeira para instalar um sistema de energia solar. São clientes do Grupo B:

– TODAS AS RESIDÊNCIAS (B1);

– COMÉRCIOS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE (B3);

–  Outros diversos (Governo, Iluminação, Rural)

Os dois primeiros grupos são os que possuem maior viabilidade financeira para a instalação de um sistema solar. Para descobrir quanto paga de tarifa (R$/kWh) e a qual grupo pertence basta apenas olhar com atenção a sua conta de luz. Seguem alguns exemplos:

Retorno do Investimento em energia solar: Conta de luz 1

Retorno do Investimento em energia solar: Conta de luz 2

Ambas as tarifas demonstradas acima são fortemente viáveis para a instalação de um sistema fotovoltaico. Abaixo, demonstramos em uma tabela a diferença entre uma tarifa de R$ 0,35, outra de R$ 0,63 e outra de R$ 0,85 / kWh.

Note a diferença no tempo de Payback (que é o prazo de amortização do sistema fotovoltaico, ou seja, o tempo total de retorno do investimento em energia solar):

Retorno do Investimento em energia solar: Tabela comparativa das diferentes tarifas energéticas

Note que, quanto maior é a Tarifa de Energia, MENOR é o Payback, ou seja, menos tempo leva para o investimento se pagar. Nos casos da tarifa da CPFL, o investimento se paga em 6 anos, o que gera para esse cliente uma economia de 19 anos de energia! Enquanto que, no caso da conta da Enel de R$ 0,85/kWh, o investimento se paga em 4 anos!

Utilizamos nessa simulação as premissas de custo de um sistema Residencial, com um investimento de R$ 40 mil em um sistema de 5,3 kWp, com 1.600 Horas de Sol Pico no Ano (já retiradas as perdas), duração dos Painéis de 25 anos (podem durar mais que isso) e Inflação Energética de 8% ao ano.

Energia Solar Fotovoltaica: Indo além dos Benefícios Econômicos

Vantagens e Desvantagens da Energia Solar

Além dos benefícios econômicos como principal vantagem do sistema solar fotovoltaico conectado à rede, existem diversas outras vantagens, as quais irão variar de acordo com o perfil e expectativa do cliente.

Para  clientes com perfil mais comercial, por exemplo, o reconhecimento por uma ação de pioneirismo e a possibilidade de ações de marketing verde acerca do sistema solar e seus benefícios ambientais, aumentam ainda mais o apelo pela aquisição do sistema, tornando possível não só o retorno tangível como também o intangível.

Energias Renováveis: Solar x Petróleo

É amplamente sabido que as fontes de energias renováveis substituem as fósseis e ajudam a combater um dos principais desafios da humanidade atualmente: as mudanças climáticas.

Muitas empresas e organizações carregam essa bandeira entre seus mais importantes valores e demonstram extrema convicção de que a implantação de um sistema solar é um passo importante nesse sentido.

Poder, Segurança e Estabilidade também fazem parte dos benefícios da Energia Fotovoltaica

Uma última, e não menos importante, vantagem da energia solar no Brasil para os consumidores de energia elétrica do país é o fato de que é possível proteger-se contra uma oscilação de custo da energia elétrica, que mantém a maioria dos consumidores expostos a aumentos repentinos nas suas respectivas contas.

Nesses últimos 3 anos, os aumentos não só tem sido frequentes mas também consideráveis, tendo em vista a crise energética de 2014 devido as secas, e a posterior desestruturação do setor elétrico a partir de aquisição de dívidas enormes por parte das distribuidoras.

Em um ambiente tão instável do ponto de vista de planejamento e risco, quem paga pelos aumentos de custo e necessidades de melhorias dos sistemas é o próprio consumidor de energia elétrica, que depende da distribuição de energia e não tem outra escolha se não consumir daquela fonte, daquela maneira e naquele preço.

A partir da instalação de um sistema de energia solar no Brasil conectado à rede, o proprietário do sistema ganha poder de escolha e trava o custo da tarifa de energia pois, a troca entre a energia consumida da rede e a gerada pelo sistema, é feita em igualdade de proporções, ou seja, sempre de 1 kWh por 1 kWh (quilowatt-hora).

Desse modo, ele consegue uma almejada estabilidade e previsibilidade no seu custo de energia elétrica, que será justamente a distribuição mensal do valor do investimento, ou até mesmo do financiamento do sistema, ao longo de sua vida útil, quando o mesmo entregar todos os benefícios prometidos. 

A principal Desvantagem da Energia Solar

Talvez não necessariamente uma desvantagem, mas sim uma grande objeção para a compra da tecnologia, seria o fato de que ela se encontra inacessível para algumas camadas da população que não tem conhecimento sobre linhas de financiamento de baixo custo.

É muito comum ouvir que a instalação de sistemas de energia solar no Brasil é cara, quando ainda não se encontra formas de obtê-la. Isso ocasiona um certo descontentamento e frustração por parte daqueles que desejam não só economizar bastante dinheiro com a instalação de um sistema, mas também participar desse movimento de empoderamento e revolução energética.

Para todos que acompanham o movimento acerca das fontes renováveis e da energia solar e se encontram nessa situação, é preciso saber comparar e observar o trajeto de novas tecnologias em seus processos de amadurecimento e massificação, assim como foi o caso do automóvel, do computador e do telefone móvel, que em seus primórdios também pareciam ser artigos de luxo e hoje já são parte integrante da vida da maioria da população brasileira.

Normalmente, o crescimento de tecnologias com alto potencial de impacto social se da paulatinamente e de forma gradual, penetrando primeiro algumas camadas da sociedade, que abrem caminho para outras.

O Uso da Energia Solar no Brasil

Por conta das enormes vantagens para a maioria dos consumidores de energia elétrica no Brasil, principalmente os residenciais, a tecnologia fotovoltaica cresce a passos largos em nosso país.

Até o final de 2016, o setor solar, como um todo, instalou 7.691 sistemas de energia solar fotovoltaica e pretende, até o final de 2017, chegar ao número de 26.857 sistemas.

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Ainda, podemos ver todos esses dados de instalações já realizadas, Estado por Estado, estabelecendo quais deles já estão à frente da tecnologia.

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Mais importante, porém, do que o número absoluto, é a tendência clara de um crescimento acelerado evidenciado no gráfico abaixo, segundo dados oficiais.

Se a projeção se concretizar, logo em 2020 o Brasil terá cerca de 174 mil sistemas fotovoltaicos conectados à rede instalados, representando cerca de 0,21% do total de unidades consumidoras brasileiras passíveis de se adquirir sistemas em geração distribuída. Já em 2024, a projeção é de 886 mil sistemas fotovoltaicos.

Seguindo nessa tendência, a ANEEL preparou um gráfico com base na projeção anterior, estimando a quantidade de sistemas fotovoltaicos que serão instalados em três modalidades de unidades consumidoras: residencial, comercial e outros (rural, industrial, iluminação pública, serviço público).

Do mesmo modo ao que temos hoje, a maioria dos sistemas serão instalados em unidades residenciais, cerca de 91% do total nacional contra somente 9% de sistemas comerciais em números absolutos.

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Agora, se levarmos em consideração a mesma projeção, mas agora em potência em MW, o cenário passa a ser diferente. É possível perceber que a distribuição passa a ser mais equilibrada entre os três grandes grupos, residencial, comercial e outros.

Isso significa que, os sistemas comerciais permanecerão em menor quantidade, mas o tamanho médio do sistema é superior ao residencial e ao comercial.

Os sistemas comerciais nesse caso ficam com cerca de 24% do total da potência instalada, e serão responsáveis por cerca de 784 MW de um total de 3,2GW.

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Por isso, mesmo que a tecnologia tenha partido de algumas dezenas de sistemas fotovoltaicos em 2013 para milhares até agora, o setor de energia solar brasileiro, como um todo, tem mantido um passo de crescimento acima de 300% ao ano, desde 2014, e isso abre enormes possibilidades de geração de emprego, renda, criação de novas empresas e negócios, afim de sustentar essa possibilidade de crescimento contínuo.

Sistemas de Energia Solar Residencial x Sistemas de Energia Solar Comercial

A maioria dos novos proprietários de sistemas de energia solar são os consumidores de energia residencial, que normalmente são também os que pagam mais caro pela energia elétrica.

Hoje, cerca de 84% de todos os sistemas fotovoltaicos brasileiros instalados no Brasil são de sistemas residenciais, que ficam nos telhados das casas desses proprietários. No gráfico abaixo podemos ver a distribuição dos tamanhos médios de sistemas residenciais no Brasil.

Tamanho médio dos Sistemas Fotovoltaicos Residenciais no Brasil

 

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No que diz respeito aos sistemas comerciais, estes representam os outros 16%, em um agregado de diferentes tipos de aplicação, seja industrial, comercial, rural, ou outras muitas, distribuídas em inúmeros segmentos e tipos de consumidores diferentes. Veja a distribuição dos tamanhos médios dos sistemas comerciais instalados pelo Brasil no gráfico abaixo.

Tamanho médio dos Sistemas Fotovoltaicos Comerciais no Brasil

 

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Podemos observar que o tamanho médio dos sistemas é muito acima dos residenciais, o que faz com que exista mais oportunidade de ganho para o empreendedor solar, mesmo que o número absoluto de oportunidades seja menor.

Em termos de potência instalada, a  diferença de distribuição da energia solar entre residencial e comercial é bem menor, com pouco mais de 20 MW distribuídos em cada uma das categorias.

Análise da Energia Solar Detalhada por Estado Brasileiro

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A análise a seguir, detalha o momento de cada estado brasileiro em relação a adoção da energia solar. Colocamos não só o número absoluto de sistemas em cada território, mas também a divisão de sistemas por classificação (residencial, comercial, outros), participação % no total do Brasil, e número de empresas por estado.

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